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Grupo de Estudo de Judicialização da Saúde Pública e Privada finaliza semestre com tema sobre mentira em situação terapêutica

Encontros enfocam temas que promovem pesquisa e reflexão, ampliando o conhecimento dos participantes

 

O  Núcleo de Ensino de Pesquisas – NEPI do Grupo UniEduK (UniFAJ, UniMAX e Faagroh) realizou o segundo encontro do Grupo de Estudo “Judicialização da Saúde Pública e Privada com o tema “A mentira terapêutica e o silenciamento do idoso e do morrer”. Na ocasião, participaram o Dr. Raphael Jorge Tannus, docente de Direito Empresarial, Ética, Direito Tributário e do Consumidor, o Dr. Orestes Mazzariol Junior, médico urologista, a Dra. Fernanda Bosshard, médica pediatra e auditora de uma operadora de planos de saúde, a Dra. Ana Maria Tannus, advogada, a Dra. Tatiane Corrêa, advogada e alumni, o Dr. Victor Vernier, advogado, Maria Campos, Maria Giovanna de Almeida Souza, Marina Zavatti, alunas do curso de Direito e o alumni Fábio Zani.

Com início das atividades em maio de 2021, os encontros acontecem quinzenalmente de maneira virtual, às sextas-feiras, das 16h40 às 17h30. Os participantes – alunos, professores, ex-alunos, médicos e advogados experientes – reúnem-se para discutir temáticas multidisciplinares e transversais escolhidas ou sugeridas por um deles. 

Por meio dos Grupos de Estudos, o NEPI organiza iniciativas com objetivo de auxiliar e orientar os alunos e professores que possuem interesse em pesquisa científica. Além disso, fomenta a leitura, o diálogo, o raciocínio e o senso crítico dos estudantes em face de temas complexos, como, por exemplo, a eutanásia, a ortotanásia e a distanásia, dentre outros.

O professor José Jorge Tannus Neto, do curso de Direito do Grupo UniEduK,  conduziu o encontro e abriu espaço para que a aluna Gabriela Belix, também do curso de Direito, apresentasse a temática. Os convidados receberam para análise e debate o caso de um paciente de 80 anos diagnosticado com câncer. Mesmo em plena consciência e habilidades físicas, a filha e o médico decidiram que só informariam a ele de sua condição após uma cirurgia. Porém, durante o procedimento, o idoso faleceu. 

Em torno da temática, os convidados colocaram questões éticas, profissionais e, ao mesmo tempo, humanas de cada paciente. Gabriela falou sobre a mentira terapêutica e levantou o debate de até onde a mesma pode ou deve ser feita. Um aprendizado relevante e diferenciado. 

Esta vivência me ensinou a ver as várias faces dos problemas e dar importância a cada uma delas, buscando sempre o equilíbrio na resolução desses conflitos. Aprendi que, com carinho, amor e empatia, podemos resolver assuntos de tamanha grandeza e sensibilidade. Acredito que compartilhar e, até mesmo delegar os acontecimentos de nossa vida a quem amamos, admiramos e confiamos, pode ser algo positivo, pois tais pessoas nos ajudarão a superar os desafios da vida com cautela e afeto, nos informando dos acontecimentos através de palavras certas em momentos oportunos, com empatia e amor, nos dando força para superar qualquer desafio”, comentou a aluna. 

Para os docentes, esse tipo de atividade tem significado bastante positivo e duradouro. “Esta convivência entre alunos, ex-alunos, advogados e médicos renomados é deveras salutar e contribui, sem sombra de dúvidas, para o amadurecimento intelectual de todos os envolvidos neste projeto. No último encontro do semestre, a teoria e a prática uniram-se, uma vez mais, de maneira sublime, sendo acompanhadas, ainda, de relatos comoventes de diversos participantes sobre o direito à informação e a autonomia do paciente idoso com câncer para decidir o seu destino”, explicou o prof. José Jorge Tannus Neto

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