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Alunos de Enfermagem realizam projeto “Saúde da Mulher no Cárcere” em versão on-line

Resultado da atividade de TCC foi um site com informações úteis

Tradicional iniciativa social do curso de Enfermagem, o projeto “Saúde da Mulher no Cárcere” ganhou novos contornos desde o início da pandemia. Tudo isso graças ao empenho de quatro estudantes que resolveram manter viva a temática. Sem poder realizar as etapas práticas de visitas à unidade prisional Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu, os estudantes criaram um site com informações úteis, que se transformou em uma das principais entregas do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do grupo. 

No texto inicial do site, os futuros enfermeiros explicam que a ideia surgiu por estímulo da professora Carla Silveira, docente de Enfermagem, que ministrava a disciplina Saúde da Mulher, com etapas de estágio realizadas na penitenciária. “Participar deste projeto me emociona, pois a palavra cuidar vai além do ato, chega à luta,  mostrando que, independente de qual o erro/situação/posição, entre outras situações, as mulheres  possuem direitos que devem ser respeitados”, explica uma das autoras do site, Luiza Renata Brito da Silva. 

O site possui várias páginas com conteúdo relevante sobre a temática escolhida. Entre os tópicos abordados, estão Dignidade da pessoa humana; Quem são essas mulheres; Cenário da Assistência Prisional Nacional; Direito à Saúde; Dados Comparativos Brasil/São Paulo Referente População Prisional; Saúde da mulher: gestante e doenças prevalentes. Há ainda uma área de conteúdo complementar. “Integrar este projeto me deixou motivada, no sentido de buscar conhecimento sobre um tema pouco abordado na graduação. Tema esse que vai além do cuidado integral, representando o processo da  educação em saúde”, explica outra autora, Rafaella Marinho de Oliveira. 

Guilherme Tasso da Silva, outro autor do site, destaca a importância de transformar em site toda a vivência e experiências. “Profissionais da saúde têm como objetivo cuidar de si e do próximo, pois somos a linha de frente de quaisquer dessas ocorrências. O assunto abordado mostra uma realidade a qual não é muito falada e nem conhecida pela sociedade. Sendo assim, este projeto, além de me fazer enxergar como direitos são violados, pode auxiliar tanto os  profissionais de saúde como a população”, explica. 

Patrícia Silva também participou do projeto e destaca a relevância da temática abordada para os estudantes de Enfermagem. “Assim como para as pessoas que estão nessa condição de reclusão, o tema de mulheres encarceradas me trouxe um novo olhar sobre o assunto discutido. Quando me coloquei à disposição para desempenhar esse trabalho, acreditei que esse estudo poderia enriquecer meu conhecimento como profissional da área da saúde, sobre a condição das mulheres no cárcere”, explica. 

A futura enfermeira ressalta que o TCC proporcionou um olhar diferenciado sobre os cuidados a serem ofertados pelos profissionais da saúde a essas mulheres. “Desejo que meus colegas de profissão possam se interessar pelo assunto abordado e proporcionar a essa população carente um atendimento integralizado e humanizado, com intuito de promover a recuperação e a promoção da saúde para essas mulheres”, completa.

Uma das docentes responsáveis pelo projeto, a prof. Celene Aparecida Ferrari Audi, explica que a iniciativa contribui de forma significativa na formação do estudante, uma vez que o ajuda a reconhecer necessidades e cuidados de saúde em população considerada invisível, aquelas privadas de liberdade. “Esse trabalho é realizado no curso de Enfermagem há mais de cinco anos. Os estudantes são estimulados a desenvolverem atividades práticas, proporcionando o desenvolvimento de competências técnicas e socioemocionais. Essa iniciativa é sempre bem avaliada pelos estudantes, que relatam, além do aprendizado, mudanças pessoais que acontecem após essa prática”, declara.

Para conferir o site, basta clicar aqui!

 

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