Alumni de Arquitetura e Urbanismo do Grupo UniEduK se destaca por projetos inclusivos

“A principal função do arquiteto e urbanista é conceber projetos que atendem quaisquer tipos de necessidades urbanas, fisiológicas, ergonômicas e econômica”, defende Kelly Nery Moreno, alumni do curso de Arquitetura e Urbanismo do Grupo UniEduK

Criar ambientes que possam inserir pessoas com declínio cognitivo em rotinas comuns e independentes. Esse é o projeto de vida de nossa alumni do curso de Arquitetura e Urbanismo, Kelly Nery Moreno.

De acordo com a orientadora pedagógica do curso, professora Fernanda Buga, por meio desse projeto, a alumni tem inspirado muitos estudantes e aspirantes a arquitetos e urbanistas da região.

Em uma entrevista ao Grupo UniEduK, Kelly conta muito mais sobre o projeto inclusivo e o que a fez chegar até a posição em que se encontra hoje. Confira!

 

A ESCOLHA DA PROFISSÃO

A vocação para o curso de Arquitetura e Urbanismo veio desde criança. O pai de Kelly trabalhou muitos anos como pedreiro, em contato direto com profissionais da área que sua filha seguiria.

“Passei muitos momentos da minha infância em obras e sempre gostei muito de ver como funcionava a construção, desde o papel até a execução. Mais tarde, eu passei a ver a arquitetura com outros olhos e vi que podia mudar a vida das pessoas”, conta a alumni. 

“Meus pais sempre foram apoiadores dos meus objetivos, em especial, o meu pai, que está nessa área, me ajudou e influenciou muito os passos da minha carreira profissional”, completa.

Mesmo antes de ingressar na graduação na UniFAJ, Kelly já trabalhava como designer de interiores, mas conta que ingressar no Grupo UniEduK abriu muito mais portas para seu futuro profissional. Optando por cursar Arquitetura e Urbanismo na UniFAJ, Kelly ressalta que o diferencial que permitiu seus estudos foi a parceria com o Prouni Municipal.

“Por ser residente de Jaguariúna, o que mais me chamou a atenção foi a possibilidade de cursar a faculdade com a bolsa o Prouni Municipal e graças a esse recurso consegui fazer o curso inteiro. Mas, no decorrer dos meses, percebi que o grupo docente era bem forte, com professores de nome na área, o que foi determinante para a minha graduação”, conta a arquiteta.

 

EXPERIÊNCIAS NA FACULDADE

Durante os cinco anos que passou estudando na UniFAJ, Kelly Moreno conheceu todos aspectos da arquitetura, mas foi durante sua preparação para o Trabalho de Conclusão de Curso, o famoso TCC, que a arquiteta descobriu o interesse pela neuroarquitetura!

“Para a minha pesquisa de TCC, assisti a algumas palestras e li alguns artigos sobre arquitetura sensorial, que era inicialmente o meu objetivo. Mas, nesse percurso, acabei descobrindo mais sobre a neuroarquitetura, que trata sobre a projeção de ambientes ideais, que facilite o desempenho cognitivo. Isso, somado à arquitetura biofílica, foi o tema do meu projeto”

“Há uma grande deficiência no trato de indivíduos com declínio cognitivo na sociedade atualmente. Vemos muito se falar sobre crianças com declínio cognitivo, mas não ouvimos sobre adultos que estão inseridos nessa categoria, pouco se fala sobre empregos e moradias acessíveis. Por isso, meu projeto é criar ambientes que possam inserir esses indivíduos a rotinas comuns, com moradias mistas e, consequentemente, acessos a empregos, para que essas pessoas possam ter o direito à moradia e assistência, independente da sua idade”, explica Kelly.

Do projeto de TCC, surgiu a ideia de criar habitações que atendessem às necessidades de pessoas com declínio cognitivo, incluindo transtornos psicológicos e, principalmente transtorno do espectro autista. “A ideia era criar um refúgio, em conjunto habitacional, onde o indivíduo com declínio cognitivo possa ter segurança, desenvolver-se socialmente e ter assistência para seu próprio conforto e desempenho”, complementa a alumni.

Segundo a profissional, o processo de desenvolvimento das habitações inclusivas foi construído através de um misto de técnicas, com alvenaria convencional e taipa de pilão, que aumenta o conforto e proporciona o centro de concentração devido a texturas diferentes. “O design biofílico foi um adicional de grande importância para a habitação, já que a integração da biofilia cria a sensação da concentração cognitiva e influencia o manuseio diário”.

 

O PROJETO ATUALMENTE

Atualmente, Kelly trabalha em um escritório de arquitetura já consolidado em Jaguariúna-SP, onde divide espaço com a arquiteta Lia Manicardi. Nossa alumni conta que Lia lhe deu uma oportunidade de trabalho e aprendizado quando ainda estava na faculdade, e atualmente é associada do escritório.

Kelly conta que, junto à sua sócia, projeta com o intuito de fazer com que as moradias não sejam somente um espaço para dormir. “Por muito tempo, os espaços foram projetados apenas para abrigar famílias, mas diante do nosso cenário atual, os espaços passaram a contar uma história, uma memória com mais conforto e desenvolvimento”, diz a arquiteta.

Ainda, a profissional formada pelo Grupo UniEduK defende que seus projetos integrem os valores pessoais de cada habitante e suas necessidades com o entorno do espaço, valorizando a moradia, e permitindo que novas histórias ali se desenvolvam.

“Com certeza, quero prosseguir e fortalecer o ideal de moradias acessíveis, e a valorização dos espaços, com mais conforto”, finaliza Kelly, dizendo sobre o futuro do projeto arquitetônico.

 

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‘Por mais que pareça ser voltado só para estética, a arquitetura é muito técnica. Como profissionais, nós só conseguimos realizar bons projetos quando se tem o domínio de informações como conforto térmico e acústico, noção dos materiais, legislação, execução de obra e afins. Só na faculdade eu poderia ter conseguido desenvolver a capacidade de entender a relação do lote com o urbano, da casa com a rua. A faculdade afinou a minha percepção para solucionar os problemas e me deu ferramentas para me sentir segura no campo de trabalho”, finaliza a alumni.

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