Alunos de Psicologia da UniMAX iniciam trabalho de acompanhamento a pacientes do Haoc

Estudantes do nono semestre do curso podem participar da experiência no atendimento a pacientes e familiares 

O Centro Universitário Max Planck (UniMAX), em parceria com o Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc), em Indaiatuba (SP), comemora o primeiro estágio dos estudantes de Psicologia no hospital, com ênfase em Psicologia da Saúde.  

O programa conta com 21 estagiários, alunos do nono semestre do curso do centro universitário, e que realizam atendimentos de segunda a sábado aos pacientes e familiares que se encontram hospitalizados. Os atendimentos continuarão a ser realizados em julho, período de férias universitárias.

De acordo com a preceptora do Haoc, professora Nelize Regina Duarte, o estágio com ênfase em Saúde foi totalmente estruturado em conjunto com o hospital. “Os alunos passaram por treinamento teórico e ambientação prática e foram apresentados para a equipe multiprofissional”, explica. 

A equipe é formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, fisioterapeutas e nutricionistas, que solicitam os atendimentos ao identificar a importância do suporte emocional oferecido pela Psicologia ao paciente e/ou familiar que o acompanha.

Abrir as portas para o estágio em psicologia hospitalar representa uma excelente oportunidade para os alunos da UniMAX, na forma de mais conhecimento e uma experiência prática relevante. De acordo com a coordenadora do curso de Psicologia, professora Noemy Murakami, o estágio no Haoc possibilitou esta experiência. “Essa importante parceria trouxe para os alunos de Psicologia a oportunidade de atuação em campo e, juntamente com outros profissionais, trouxe contribuições essenciais para a comunidade”, destaca Noemy.

Para os alunos, o resultado da parceria foi muito significativo. “Foi possível perceber que os alunos foram impactados pelas ricas experiências que a psicologia hospitalar traz, permitindo o seu desenvolvimento e amadurecimento pessoal e profissional, de acordo com o que é proposto pela UNIMAX”, completa a coordenadora. 

Outro benefício foi a prática da atuação. “Tal experiência possibilita o desenvolvimento de técnicas e manejos específicos no que se refere à Psicologia Hospitalar, além de permitir ao aluno um amadurecimento profissional e pessoal frente às fragilidades e vulnerabilidades humanas”, afirma Nelize.

A médica paliativa do Haoc, dra. Maria Otávia Moreira Barroca, avalia o estágio dos estudantes de forma positiva. “O auxílio nos atendimentos aos pacientes paliativos do hospital tem sido muito efetivo. Isso porque os estudantes têm um olhar mais especializado e isso tem facilitado atingir mais propostas terapêuticas, como aliviar o sofrimento dos pacientes e familiares”, diz.

Dra. Maria Otávia também ressalta os vínculos criados entre os estudantes e os pacientes. ‘Eles estão muito satisfeitos com o serviço. E as famílias gostam muito das visitas. Tem sido um serviço maravilhoso para o hospital e foi algo transformador em nossos atendimentos. Eles enriquecem muito as discussões, os olhares sobre cada caso e aprendemos muito uns com os outros”. 

Vivência

O estágio foi visto como uma excelente oportunidade pelos estudantes. ‘Tive muitos pacientes em diferentes demandas e isso foi muito rico, porque pude aprender sobre cada questão apresentada e, principalmente, ter uma visão melhor da pediatria, que é a minha paixão e onde estou me encontrando”, disse Emely dos Santos Oliveira.

Para a aluna Lilian de Oliveira, o estágio foi muito gratificante e superou as expectativas. “Eu aprendi muito com os atendimentos, tanto em relação ao manejo dos pacientes quanto em aprendizados para a vida. Foi muito gratificante acompanhar os pacientes, inclusive até o momento da alta”, afirmou Lilian.

A professora Nelize acrescenta o pioneirismo e a importância dessa parceria. “Em poucos meses de atendimento já recebemos um feedback muito positivo da equipe multidisciplinar do Haoc e notamos a diferença positiva para a qualidade de vida dos pacientes de longa permanência ou em cuidados paliativos”, conclui.

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