“Desafio do Marshmallow” desenvolve competências e habilidades de alunos de Administração

Estudantes do curso de Administração da UniFAJ e UniMAX participaram do Desafio do Marshmallow, exercício desenvolvido por Peter Skillman há cerca de duas décadas. Em 18 minutos, participantes devem criar uma estrutura com diversos materiais, que seja capaz de parar de pé e sustentar o Marshmallow no ponto mais alto. A atividade propicia diversas competências e habilidades.

Em 2023, o Grupo UniEduK trouxe para o curso de Administração mais uma disciplina inovadora, Ciência de Dados. Uma das atividades diferenciadas foi o “Desafio do Marshmallow”, um exercício foi criado há cerca de duas décadas pelo designer Peter Skillman.

Sob orientação do professor Plinio Bernardi Junior, participaram do Desafio tanto os alunos de Jaguariúna como os de Indaiatuba. O objetivo foi a elaboração de estratégia com pressão de tempo para a solução de problema não estruturado. Além disso, traz como conteúdo relacionado Lógica Proposicional e Lógica de Programação.

De acordo com o docente, a ideia é bastante simples. “Ao longo de 18 minutos, os grupos têm que construir a maior estrutura possível utilizando os seguintes elementos: 20 espaguetes crus, 1m de fita adesiva, 1m de barbante e 1 marshmallow. A única regra é que, esgotado o tempo, a estrutura deve ser capaz de parar de pé, sustentando o marshmallow em seu ponto mais alto”, explica o professor.

Plinio acrescenta que, com base nessa experiência, foi possível observar que essa tarefa não estruturada, ou seja, sem regras detalhadas e sem um passo-a-passo, que inicialmente se mostra tranquila, na verdade, pode se tornar um verdadeiro pesadelo.

Não raro, os times esgotam o tempo sem terem qualquer coisa para apresentar, pois o marshmallow, inserido nos momentos finais do exercício, revela-se pesado demais para as precárias estruturas sustentarem”, salienta o docente.

O docente destaca ainda algumas reflexões sobre a atividade:

  1. A fase de execução se mostra muito mais importante e efetiva do que a fase de planejamento, pois há diversas situações em que os times são incapazes de prever em um primeiro momento (atividade não estruturada);
  2. Trabalhar em conjunto é uma habilidade indispensável, e muitos times fracassam justamente por não conseguirem agir bem como grupo;
  3. Observar o trabalho de outros grupos é muito produtivo, pois permite ver diversas ideias serem testadas e selecionar aquelas que deram certo;
  4. Ser o primeiro time a terminar o projeto não necessariamente é uma vantagem, pois assim se perde a oportunidade de aprender com os demais e construir uma estrutura melhor.

Interessante notar que, historicamente, os times com melhor desempenho não são formados por adultos, mas por crianças (8 a 12 anos). A surpreendente razão é que, enquanto adultos tendem a perder tempo discutindo quem dará as ordens e buscando o projeto perfeito, crianças simplesmente saem fazendo testes e prototipando soluções, de modo que fracassam diversas vezes ao longo dos 18 minutos, mas chegam ao final com uma estrutura viável”, conta o professor.

O docente traz ainda a aplicação da atividade para o contexto da disciplina. “As percepções e descobertas da atividade em muito ensinam sobre o processo de inovação baseada em dados”, diz.

Muitas vezes, observamos que os times usam enormes esforços na criação de soluções incríveis sem considerar situações iniciais que parecem corriqueiras, mas que são vitais para o sucesso de projetos”, complementa Plinio.

O professor comenta que a proteção ao marshmallow faz a vez de proteção aos dados, por exemplo. “As soluções desenvolvidas e testadas no passado, em modelos convencionais, chegam para análise dos times sob condições de inovação nunca previstas (não estruturadas)”.

As equipes têm que testá-las inserindo o marshmallow até então ignorado. O resultado, por vezes, é catastrófico, com o desmoronamento das soluções desenvolvidas, as quais têm de ser reconstruídas, gerando custos e retrabalho, ou então lançadas de qualquer jeito no mercado com aceitação de riscos que poderiam ter sido mitigados”, acrescenta.

Ele enfatiza que prototipagem de soluções para problemas inéditos e não estruturados é a aprendizagem esperada nesse Desafio.

Por fim, ele completa falando sobre os conteúdos relacionados que é a Lógica Proposicional, parte da filosofia ligada à Matemática que visa ao entendimento e à aplicação de conceitos lógicos em situações do dia a dia.

Além da Lógica de Programação, há um detalhamento da Lógica Proposicional, que serve para o desenvolvimento de rotinas de programação que os alunos usarão em seus trabalhos finais da disciplina.

 

SOBRE A DISCIPLINA

A disciplina Ciência de Dados visa capacitar os alunos a buscar, estruturar e apresentar informações nos mais diversos campos do conhecimento.

O domínio, criatividade e a boa utilização dos dados são parte importante, envolvendo desde a Medicina, Direito, Jornalismo, Ciências Sociais até a Administração de Empresas.

Ao contrário do que acontecia há alguns anos, temos hoje um excesso de informações disponíveis, saber buscá-las, tratá-las, operacionalizar estudos e, por fim, apresentar essas informações são habilidades desejáveis para qualquer profissional nos dias de hoje”, afirma o professor Plinio.

A disciplina está sendo oferecida como “piloto” para alunos do último ano do curso de Administração, para que possa passar por ajustes e, possivelmente, expandir-se para as outras áreas do conhecimento abrangidas pelo Grupo UniEduK.

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